terça-feira, 3 de abril de 2018

365ª Nota - O demônio da organização



A RADIOMENSAGEM de Sua Santidade o Papa Pio XII na véspera do Natal de 1952 nos põe diante do terrível problema suscitado pelas crescentes devastações que o totalitarismo vem causando em todo o mundo: a despersonalização do homem moderno.
Para que nos possamos capacitar da profundidade que já atingiram as raízes desse mal, não precisamos fazer incursões nos arraiais do inimigo. Basta que vejamos como as próprias hostes católicas se acham contaminadas por esse flagelo. Ainda recentemente, em circunstâncias dramáticas, dizia Pio XII ser preciso "impedir a pessoa e a família de deixarem arrastar para o abismo onde tende a lançá-las a socialização de todas as coisas, ao fim da qual a terrível imagem do Leviatã tornar-se-á uma horrível realidade" (Alocução ao "Katholikentag" de Viena). É o socialismo, portanto, atualmente a maior ameaça que pesa sobre a sociedade humana.

UMA DISTINCÃO ESPECIOSA

Ora, tentam certos católicos construir uma ponte entre a Igreja e Revolução, inventando uma distinção que não se acha nos documentos pontifícios nem encontra amparo na mais elementar observação dos fatos, quanto ao que constitui a essência do que o socialismo tem de errôneo e pernicioso. Dizem eles que "a incompatibilidade da doutrina da Igreja com o socialismo, é apenas no terreno da filosofia da vida. É do socialismo materialista que a Igreja se separa radicalmente. O que ela combate não é a socialização dos meios de produção”, (Alceu de Amoroso Lima em "O Problema do Trabalho", pag. 152). "Desde que o socialismo não seja compulsoriamente ateu e totalitário, isto é, exclua os valores supremos da vida que a Igreja representa, Deus e a liberdade humana, é um sistema econômico como outro qualquer, cujas vantagens ou cujos defeitos só a prática poderá demonstrar" (obra cit., pag. 153). “... será muito mais fácil realizar a doutrina social da Igreja numa sociedade socialista equilibrada, que numa sociedade capitalista" (pag. 154). "Há um abismo entre o socialismo e o comunismo. Este não é o socialismo científico. É o socialismo místico. É um regime integral, econômico e filosófico. É o socialismo como concepção de vida. É o materialismo dialético e sociológico" (pag. 204). Constituiria, portanto, um progresso social a passagem de uma ordem de coisas capitalista para a nova era socialista: "A transição natural do capitalismo ao socialismo é o espetáculo a que estamos assistindo, Já vimos mesmo que um das grandes novidades do nosso tempo é a crise do socialismo e a sua dissociação entre socialismo-metafísico, que se baseia numa filosofia materialista e é o atual comunismo marxista e soviético, — e o socialismo-econômico, que se concretiza nos diferentes Partidos Socialistas não comunistas dos nossos dias, e se abstém cada vez mais de impor uma filosofia da vida a seus aderentes, permanecendo exclusivamente no plano econômico e deixando os problemas filosóficos e religiosos para o foro íntimo de cada um" (pag. 212).

O SOCIALISMO E A VERDADE CRISTÃ

Em primeiro lugar cabe perguntar: uma "sociedade socialista equilibrada", dominada por um Partido Socialista cuja ação se desenvolve exclusivamente no plano econômico, não estará sendo dirigida por um preconceito materialista? Não é outra a razão por que, na "Quadragésimo Anno", o Santo Padre Pio XI condena toda e qualquer espécie de socialismo, por atenuado que seja. Com efeito, ao mencionar as transformações por que passou o socialismo desde o tempo de Leão XIII, cita em primeiro lugar o comunismo como o "ramo mais violento". Em seguida passa a tratar do "ramo mais moderado, que conserva o nome de socialismo", e mostra como "mesmo depois de suas concessões à verdade e à justiça, a que fizemos menção", é "incompatível com os dogmas da Igreja Católica, já que sua maneira de conceber a sociedade se opõe diametralmente à verdade cristã".
E porque concebe o socialismo a sociedade e o caráter social do homem de forma diametralmente contrária à verdade cristã? É que, segundo a doutrina católica, "o homem dotado de natureza social, foi posto na terra para que, vivendo em sociedade e sob uma autoridade social ordenada por Deus, cultive e desenvolva todas as suas faculdades para gloria e louvor de seu Criador; e cumprindo fielmente os deveres de sua profissão ou de sua vocação, seja qual for, logre a felicidade temporal e juntamente a eterna". E o socialismo, em que vai contra esta finalidade do homem e da sociedade? Será por impor uma filosofia de vida, uma concepção de vida, ou por ser ateu? Não, isto são agravantes do ramo mais violento. O socialismo atenuado é incompatível com a doutrina católica justamente por permanecer exclusivamente no plano econômico e por não tomar conhecimento dos problemas filosóficos e religiosos. Com efeito, diz Pio XI, "o socialismo, pelo contrário, completamente ignorante e descuidado de tão sublime fim do mundo e da sociedade, pretende que a sociedade humana não tem outro fim que o puro bem-estar".
É enquanto puro sistema econômico que o Papa continua a criticar esse socialismo atenuado: "a divisão ordenada do trabalho é muito mais eficaz para a produção dos bens que os esforços isolados dos particulares; daí deduzem os socialistas a necessidade de que a atividade econômica (na qual só consideram o fim material) proceda socialmente" (doc. cit.). Mais ainda: "Pensam que a abundância de bens que há de receber cada um nesse sistema para empregá-lo a seu prazer nas comodidades e necessidades da vida, facilmente compensa a diminuição da dignidade humana, à qual se chega no processo "socializado" da produção". Como se vê, segundo Pio XI é o próprio ordenamento ou processo socializado da produção que atenta contra a liberdade do homem e contra a sua dignidade. Mesmo porque, continua o Papa, "uma sociedade como a vê o socialismo não pode existir nem conceber-se sem grande violência, por um lado, e por outro, entroniza uma falsa licença, visto que nela não existe verdadeira autoridade social: esta, com efeito, não pode basear-se nas vantagens materiais e temporais, mas só pôde vir de Deus Criador e fim último de todas as coisas". Não pode, portanto, a humanidade ser governada por forças políticas que permanecem "exclusivamente no plano econômico", "deixando os problemas filosóficos e religiosos para o foro íntimo de cada um". Equivale isto a amarrar os braços e as pernas de um homem, deixando a cabeça livre, e jogá-lo n’água para nadar.

ONDE ENTRA O DEMÔNIO DA ORGANIZAÇÃO

Essa superstição socialista da organização e do "social" levada ao campo do trabalho, da produção, da previdência social, do ensino, esse tragar de toda a atividade social pelo Estado, tendo por base a preocupação exclusiva do "puro bem-estar", essa estúpida diferenciação geométrica da esfera própria do poder temporal é que se acham no âmago do problema da despersonalização do homem moderno, segundo as impressionantes palavras de Pio XII em sua recente radio mensagem do Natal:
"O matrimônio e a família, o Estado, a propriedade privada tendem por sua natureza a formar e desenvolver o homem como pessoa, a protegê-lo e a fazê-lo capaz de contribuir, com sua voluntaria colaboração e responsabilidade pessoal, à manutenção e desenvolvimento, também pessoal, da vida social. A sabedoria criadora de Deus permanece pois, alheia a esse sistema de unidade impessoal, que atenta contra a pessoa humana, fonte e meta da vida social, imagem de Deus em seu mais íntimo ser.
"Desgraçadamente não se trata agora de hipóteses e previsões, pois já é um fato esta triste realidade: onde o demônio da organização invade e tiraniza o espírito humano, em seguida se revelam os sinais da falsa e anormal orientação do progresso social. Em não poucas nações o Estado moderno se vai convertendo em uma gigantesca máquina administrativa, que estende sua mão sobre quase toda a vida: a escala completa dos setores político, econômico, social, intelectual, até o nascimento e a morte, quer que seja matéria de sua administração. Não é, pois, para surpreender que neste clima do impessoal, que tende a penetrar e envolver toda a vida, o sentimento do bem comum se embote nas consciências dos indivíduos, e que o Estado perca dada vez mais o caráter primordial de uma comunidade moral de cidadãos".
A vida social não pode ser construída à maneira de uma gigantesca máquina industrial como fria organização de forças, como querem os espíritos totalitários.
Repete aqui Pio XII a condenação de Pio XI da "... superstição segundo a qual se daria por certo que a salvação deve brotar da organização dos homens e das coisas em uma estreita unidade, capaz do mais alto poder produtivo". É o "demônio da organização" que cega certos espíritos e os tolhe de ver a malícia intrínseca do socialismo, esse derrogar das leis que Deus colocou na base da vida social dos povos. E enquanto lavra o incêndio totalitário por toda a parte, os faz lançar gasolina sobre os escombros do que ainda resta da livre iniciativa dos grupos locais.

(J. de Azeredo Santos, extraído da revista Catolicismo, 1952)

sábado, 31 de março de 2018

364ª Nota - Infalibilidades Positiva e Negativa




“El Espíritu Santo que bajó  del cielo, guarda y santifica a la Iglesia y a sus pastores, viene en ayuda de los que están inmersos en la borrasca, ilumina a los que yerran, ayuda a los que luchan y corona a los vencedores.” (San Cirilo de Jerusalén en su catequesis)

Esto siempre ha sido aceptado pero ahora lo que siempre se ha creído es calumniado, negado, rechazado y  burlado. Así que, por desgracia, pocos católicos todavía creen que la Iglesia Católica no puede fallar, porque está permanentemente asistida por el Espíritu Santo. Para muchos, esta verdad ¡cae en el idealismo, es un dulce sueño, una ilusión! Los obispos de la Fraternidad San Pío X tienen escrito lo siguiente – ¡horror! – en una carta pública de 2004: “la Iglesia Católica ya no es el faro de la verdad que ilumina los corazones y disipa el error, sino que ha  hundido  a la humanidad en la niebla de la indiferencia religiosa, para caer más tarde en la oscuridad de la apostasía silenciosa... la Iglesia Católica volverá a ver la luz de la verdad y al  puerto de la salvación...” (Sobre el Ecumenismo, Apostasía Silenciosa – 25 años del  pontificado Menzingen 2004.). 

¡NO! La Iglesia Católica siempre ha sido y será siempre el faro de la Verdad! El Magisterio de la Iglesia es muy claro en esto: la Iglesia es la columna de la verdad .

Yendo un poco más en esta idea de la infalibilidad, es preciso  saber que los teólogos, con base en el Magisterio, distinguen infalibilidad “positiva” e infalibilidad “negativa”

1 infalibilidad “positiva” (o absoluta): da el poder de  tomar decisiones dogmáticas o morales obligatorias a todos los cristianos. (= Magisterio extraordinario del Papa);
2 infalibilidad “negativa”: consiste en la permanente divina asistencia que protege a  la Iglesia del error [y las herejías]: se llama infalibilidad negativa.

El Papa, que goza de la misma infalibilidad que la Iglesia (cf. Pastor Aeternus ) está divinamente asistido por la ayuda de una prudencia infalible (infalibilidad negativa), en el ejercicio de su enseñanza y en la promulgación de leyes y disposiciones legales y litúrgicas [N. aunque pueden ser mejorables e incluso pueden empeorar las precedentes, pero siempre sin caer en el error contra la Fe y la herejía]  para uso universal: Esta es la doctrina del Concilio de Trento, Pío VI y Gregorio XVI y ha sido aceptada unánimamente por los teólogos moralistas y canonistas, pero fervientemente negada por muchos “tradis” [FSSPX] haciéndose voceros del Sínodo de Pistoia condenado en 1787!

Este concepto de la infalibilidad positiva (también llamada asistencia infalible absoluta) y de la infalibilidad negativa (también llamada infalibilidad y asistencia prudencial infalible) no es de ninguna manera una invención, sino que deriva de la doctrina católica. Muchos teólogos lo han demostrado incluyendo a Tomás de Aquino, Juan de Santo Tomás, Franzelin, Journet, Pegues etc.

Si usted se niega a creer en la infalibilidad (infalibilidad negativa) de la Iglesia y del Papa, se equivoca seriamente porque es teológicamente cierto (si no es de fe) que la Iglesia universal, en su cabeza visible, no puede errar (Santo Tomás de Aquino en su Summa Theologica, Parte III, q. 25).

En varias encíclicas de los Papas se enseña que la Iglesia es:

1. “Columna y baluarte de la verdad que  recibe clara y constantemente la enseñanza del Espíritu Santo en toda la verdad” (Gregorio XVI, Quo graviora);

2. “Se rige por el Espíritu de Dios” (Pío VI, Constitución Auctorem fidei) y goza  “todos los días de la asistencia del Hijo de Dios” (Constitución dogmática Dei Filius, Vaticano I);

3. fue dotada por Jesús Cristo de um “magisterio vivo,  auténtico y, además, perpetuo, que reviste de su propia autoridad, otorgado por el Espíritu de la verdad...” (León XIII, encíclica Satis cognitum)

4. “sólo la Esposa de Cristo es la fiel guardiana  e intérprete infalible del depósito sagrado” (Pío XII, a los profesores y estudiantes del Angelicum).

Consiguientemente,  la Iglesia no puede errar, esto es absolutamente obvio!

Es  un grave error el que se reduzcan las verdades que los fieles están obligados a guardar a sólo aquellas verdades propuestas con la máxima solemnidad.

“Afirmar que los fieles están obligados a creer sólo las verdades que han sido objeto de una definición solemne de la Iglesia,  daría lugar a que antes del Concilio de Nicea no habría  obligación de creer en la divinidad del Verbo; o en la presencia real de Jesucristo en la Sagrada Eucaristía, antes de la condena de Beranger” (RPM Liberatore, SJ, El Derecho Público de la Iglesia , ed. Retaux-Bray, París, 1888).

Pero, por desgracia “hay quienes, por ignorancia o malicia, afirman que el Magisterio de la Iglesia es infalible al definir el dogma revelado por Dios, pero dicen que la Iglesia cumple este magisterio sólo cuando, por un juicio solemne, define un punto de la fe o la moral, bien en los Concilios o en los decretos papales. Estas declaraciones son absolutamente contrarias a la verdad” (RPM Liberatore).

No podemos decir “yo creo” si no creemos  lo que enseña la Iglesia. Pero la Iglesia enseña infaliblemente que “el Espíritu Santo, el Espíritu de la Verdad permanece todos los días en la Iglesia” (Obispo d’Avanzo, ponente de la Diputación  de la Fe en el Vaticano I) en consecuencia, “la herejía no puede mancillar al que está sentado en la silla de Pedro, porque  es el Espíritu Santo el que enseña por su boca” (San León I, papa, Sermón 98).

Esta verdad no es nueva porque tiene como base las promesas divinas de nuestro Señor, que se ha comprometido a asistir a su iglesia por el Espíritu Santo, todos los días, hasta el fin del mundo: “Recibiréis la fuerza del Espíritu Santo, que vendrá sobre vosotros” (Acto I, 8) . “Si me amáis, guardaréis mis mandamientos. Y yo rogaré al Padre, y os dará otro Consolador, para que esté con vosotros para siempre, el Espíritu de verdad” (Juan XIV, 15-17). “Pero el Consolador, a quien el Padre enviará en mi nombre, él os enseñará todas las cosas y os recordará todo lo que yo os he dicho” (Juan XIV, 26). “Aún tengo muchas cosas que deciros, pero ahora no las podéis sobrellevar. Cuando venga el Espíritu de verdad, él os guiará hasta la verdad plena” (Juan XVI, 12-13). “El Espíritu Santo os enseñará entonces  lo que habéis de decir (Lucas XII, 12).

En Canon Law Dictionary (de Dublanchy), leemos esta verdad de fe: “En cuanto al magisterio establecida por Jesucristo en su Iglesia, es evidente que la infalibilidad que se le otorgó divinamente, no es una simple infalibilidad de hecho, incluso llevado a perpetuidad, es una infalibilidad de derecho  en  virtud de la cual la autoridad magisterial de la Iglesia es preservada del error,  por la ayuda sobrenatural que recibe del Espíritu Santo” (IV, col. 2175).

sexta-feira, 23 de março de 2018

363ª Nota - As virtudes cristãs são as mesmas para todas as épocas



"Há os que pensam e até ensinam que o mérito do Padre está em se dedicar inteiramente ao serviço do próximo. E, por isso, não dão importância às virtudes que contribuem para a santificação pessoal, que chamam por isto mesmo virtudes passivas. E julgam que devem consagrar todas as suas forças e todo o zelo a cultivar e praticar as virtudes ativas. Esta doutrina é singularmente errônea e perniciosa. É dela que Nosso Predecessor de feliz memória escreveu com muita sabedoria (Epíst. Testem Benevolentiae, ao Arceb. de Baltimore, de 22-I-1889): 'Pretender que as virtudes cristãs variem com as épocas é esquecer as palavras do Apóstolo: aos que conheceu de antemão, também os predestinou para serem conformes à imagem de Seu Filho (Rm. 8, 29). O Mestre e modelo de toda santidade é Cristo. E quem quiser entrar na mansão dos bem-aventurados por Ele se deve regular. Ora, Cristo não muda no decorrer dos séculos. É o mesmo ontem e hoje, o mesmo em todos os séculos (Hb. 13, 8). Aos homens de todas as épocas dirige-se esta palavra: Apreendei de Mim que sou manso e humilde de coração. Por nós e para todos os tempos Cristo se mostrou obediente até à morte: feito obediente até a morte (Fp. 2, 8). Vale para todos os tempos a sentença do Apóstolo os que são de Cristo, crucificaram sua carne com seus vícios e concupiscências (Gl. 5, 24)'."
(São Pio X, Encíclica "Haerent animo", de 4-VIII-1908).

quinta-feira, 22 de março de 2018

362ª Nota - A SEPARAÇÃO ENTRE A IGREJA E O ESTADO É UMA INJÚRIA FEITA A DEUS



Por isto não podemos, sem a mais viva angústia, ver que o governo francês acaba de praticar um ato que, exacerbando no terreno religioso paixões já excitadas de maneira sobejamente funesta, parece de molde a transtornar completamente o vosso país. Eis porque, lembrando-Nos do Nosso múnus apostólico e cônscio do imperioso dever que Nos incumbe de defender contra todo ataque e de manter na sua integridade absoluta os invioláveis e sagrados direitos da Igreja, em virtude da autoridade suprema que Deus Nos conferiu, e pelos motivos acima expostos, Nós reprovamos e condenamos a lei votada na França sobre a separação entre a Igreja e o Estado como uma lei profundamente injuriosa para com Deus, a Quem renega oficialmente, erigindo em princípio não reconhecer a República nenhum culto. Reprovamo-la e condenamo-la como violadora do direito natural, do direito das gentes e da fidelidade pública aos tratados; como contrária à constituição divina da Igreja, aos Seus direitos essenciais e à Sua liberdade; como postergando a justiça e calcando aos pés os direitos de propriedade que a Igreja adquiriu a títulos múltiplos e, ademais, em virtude da Concordata. Reprovamo-la e condenamo-la como gravemente ofensiva à dignidade desta Sé Apostólica, à Nossa pessoa, ao Episcopado, ao Clero e a todos os católicos franceses. (São Pio X, Encíclica "Vehementer Nos", de 11-II-1906).